31 dez, 2014 // por Dienifer Reis
Ainda lembro bem do último dia de 2013, parece que foi mês passado que relatei aqui – acredito que – o pior ano da minha vida. Contei mês por mês, bem resumidos. Hoje, 31 de dezembro de 2014, posso dizer, com toda a certeza, que esse foi o melhor ano de todos esses meus 17 anos. Caraca, dezessete! Tão pertinho dos dezoito e quem sabe até do meu fusquinha azul conversível. 
Pra começar, vamos combinar, virar o ano ao lado de quem põem a gente pra cima são outros quinhentos, certo? Certíssimo. Na hora da virada me lembro de ter pedido paz, saúde, felicidade, um amor que dure mais que uma vida e mais algumas outras coisas que não lembro agora. Por coincidência ou capricho do destino, Alguém desejava o mesmo há um quilômetro da minha casa, num apartamento colorido e de gente alegre que dentro de poucos meses tornaram-se a minha segunda família. 
Em janeiro fui parar numa escola pública como forma de “castigo” por ter reprovado de não, acabei indo sem conhecer ninguém. Com ela veio a necessidade de aprender a andar de ônibus (sinto um pouquinho de saudade de você, linha 753). Andava duas ruas, pegava o busão, descia na parada do barzinho verde, atravessava a praça e lá estava o Liceu. Depois era só passar quatro horas lendo Doidas & Santas da Martha Medeiros, conversar com algum professor amigável, ir pra trás do colégio no fim da tarde e esperar o 753 mais uma vez. Mas essa vida de peixe fora d’água só durou duas semanas, se não me engano. Depois voltei pro antigo colégio onde reprovei, segui a vida com a matemática chata de primeiro ano em forma de dependência e conheci a tão independente Coração, uma das melhores amizades que eu poderia ter nessa vida. 
Em fevereiro comecei uma nova etapa na vida. Após passar janeiro inteiro conversando madrugadas à dentro e ter conhecido pessoalmente um dos meus pedidos feito na virada de ano e, com ele, alcancei todos os outros. Juntinhos. Se isso fosse um gráfico em escalas, as emoções estariam sempre no topo. Meu namorado é, com toda a certeza, o melhor presente que 2014 poderia me dar! Após o pedido de namoro, os dias vinte e três nunca mais foram os mesmos. Aliás, os dias em si nunca mais foram como antes e eu sou tão, mas tão grata por isso. Dessa vez a vida caprichou nas surpresas pra valer, e olha, tô até começando a acreditar que os males passados serviram como uma desintoxicação de tudo que nunca foi destinado à mim, tanto agora como daqui dez anos ou mais. 
Março trouxe o aniversário do Iv (daqui a pouco já é março de novo e meu homenzinho completará vinte anos e eu aqui sem poder dirigir ainda, #bolada). Conheci gente nova, gente legal, gente chata, gente maluca, gente que quer/queria o meu lugar na vida do meu namorado e eis agora eu uma pessoa ciumenta/possessiva/talvez doida/desconfiada. Incrível como meu nível de ciumes aumentou tanto com a chegada do Iv na minha vida. Isso é consequência do amor, do medo de perder, da insegurança ou o quê? Se você souber, me avise, porque eu não faço a mínima ideia. Só sei que qualquer resposta que obtive até agora leva à um único motivo: amor.  
Abril, Junho e Julho foram marcante, especial e lindo, respectivamente. Agosto foi mês de completar dezessete anos, minha vontade era de fazer uma festa aconchegante e reunir todos os amigos que sinto saudade e que marcaram minha vida, mas sem grana e nem lugar não teve como fazer isso. Porém, pra minha surpresa, meu namorado e melhor amiga conseguiram esconder de mim que estavam planejando uma festinha ao pôr do sol (coisa que eu amo apreciar e fotografar e que já não é novidade) com todas as pessoas que eu queria ver há tempos. Nem todos puderam comparecer, mas só de ler o grupo – muito bem camuflado! – me senti adorada da mesma forma que adoro cada um deles.
Setembro, outubro e novembro foram meses de tensão e decisão. Me preparei para o vestibular e consegui passar para o curso e faculdade que quero: jornalismo na Unifor. Fechei a redação, coisa que me deixou tão contente e mais segura ainda de que é esse o trabalho que quero exercer. Só que, por estar ainda no segundo ano e não ter dezoito anos, acabei tento que abrir mão da minha matrícula por não conseguir uma mera prova de avanço e essa foi uma das três tristezas que tive ao longo do ano. Agora vou ter que esperar até agosto para tentar de novo e finalmente ingressar na universidade. 
E, por fim, dezembro. Ah, Dezembro… de fato, és de todos, o mês mais aguardado, “encantado” e carregado de expectativas, metas, pedidos e simpatias. Eu só peço que 2015 seja tão bom quanto 2014. Rezo pra que meus planos e projetos se concretizem e deem certo. Que meu avô que está em estado grave de câncer consiga viver mais um ano e feliz. Que minhas famílias (pais, irmão e sogros), continuem unidos e com saúde. Que meu namorado continue do jeitinho que é, me amando todas as manhãs e que nós dois consigamos vencer o ciúme sempre. Que a viagem marcada pra fevereiro saia como o planejado. 
Que todo mundo tenha um ano bom assim pelo menos uma vez na vida. Amém. 

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