3 set, 2014 // por Dienifer Reis


“Pra você guardei o amor

Que sempre quis mostrar
O amor que vive em mim vem visitar
Sorrir, vem colorir solar
Vem esquentar
E permitir”

Como já dizia Nando Reis: pra você eu guardei o meu melhor. Nós dois temos passados, temos desilusões amorosas, inseguranças… Mas eu desfoco tudo isso da minha mente quando te vejo, te beijo, te tenho. É engraçado até, esqueço de tudo, sinto-me leve, confiante, com vontade de ir à diante. “Ao infinito e além.”

Iv, nós somos infinitos que juntos formam galáxias sem fim. Ou será que o certo seria galáxias sem fim que formam infinitos? Whatever. Tem lógica isso que eu disse? Mas quem liga? Nós nunca fomos do tipo que faz sentido. Nem antes e nem agora, nem nunca. Gosto dessas coisas. Isso de ser estranho sempre me pareceu muito normal, que bom que você está aqui, não me sinto tão envergonhada e sozinha. Na verdade… Completa – olha que palavra bonita! Dizem que os opostos se atraem, que só iremos nos encontrar no amor quando conhecermos aquela pessoa que tem todas as nossas diferenças. Eu descordo, sabe por quê? Eu encontrei em ti tudo que me faz transbordar. Por que diabos eu iria querer me sentir completa quando posso me sentir transbordada?!

Um dia lhe te disse que queria ser diferente para você, mas sem deixar de ser eu. Um dia te pedi para ser sincero comigo, pra nunca me dar respostas automáticas, pra falar sempre o que sente e o que quer. Um dia perguntei se podia te beijar, porque eu queria muito sentir teu beijo pela primeira vez. Um dia te contei meus planos para o futuro, foram altas confissões. E um dia você disse que eles se concretizariam junto aos teus, um dia.

Lembra da tal da sorte? Quem diria, hein? Olha só a sorte que nós tivemos e que continuamos tendo! Não sei se foi sorte ter conhecido você ou se só tive sorte depois de te beijar, como naquele filme bonitinho que não sei o nome. Tive sorte em conseguir fazer loucuras pra te ver. Sorte em acordar com você me dando “bom dia, mô!” todo empolgado, e em ir dormir ouvindo “ah, fica mais um pouco” meio choroso de saudade. Quero te ver o tempo inteiro… Por que não somos vizinhos? Que saco. Mas tenho que relaxar,  já que isso tem um lado bom: a saudade. Sim, a própria! O que seria do amor sem a saudade? Ela deixa tudo ter mais valor, mais cor e calor.

Eu poderia falar em metáforas o quanto eu te amo, mas creio que nenhuma delas se encaixaria na descrição perfeita. Eu poderia fazer muitas coisas para que você notasse a ponta desse iceberg, que assim como o meu amor, é profundo. Eu poderia gritar por mil engarrafamentos espalhados por aí o quanto eu te quero pra sempre aqui, mas nenhum grito falaria mais alto que o meu olhar quieto. Eu poderia tanta coisa, você poderia muito mais, e juntos, poderíamos o mundo. Vai me dizer que não quer isso tanto quanto eu?

Moço, me conta o teu segredo? Revela pra mim a macumba que você fez pra me deixar assim? Me promete que nunca vai desfazê-la? Ok… eu não quero botar pressão, mas já botando… Quando você for casar, me convida pra ser a noiva no altar? Deixa eu te casar comigo, vai? A gente pode morar naquele endereço entre o céu e o mar, e um dia, quando a lua se esquecer do sol, nós podemos até se esquecer um do outro (se o Alzheimer quiser). Sempre que a saudade resolver falar comigo, vir falar de você sem razão, eu juro, eu vou sorrir em nome dos momentos bons e logo em seguida irei correndo te procurar pelos cômodos da nossa casa pra te abraçar bem forte, se arrepiar com a tua barba rala no meu pescoço, sentir teu cheiro de fragrância suave e marcante, te pertencer. Eu gosto de você, bem do jeito que você é e te quero só pra mim, assim como as ondas são para o mar.
“Eu estou certa de que nós podemos ir em frente, […] eu deixo você ficar comigo se você se render.” Renda-se pra mim. Sem medo. Sem dúvidas. Sem nada. Seja tudo sem precisar me dar nada. Só me dê o teu amor que isso já me basta. Mentira. Me dê também a tua atenção, o teu coração, a tua voz sussurrada no meu ouvido. Tenha misericórdia, me dê você! Divida comigo os teus desejos mais insanos e os teus pesadelos nem tão cotidianos. Me conta das tuas vontades mais sacanas. Eu não vou rir e nem fugir, eu prometo. Eu te prometo, meu querido, eu não vou fugir. Aliás, foge comigo? Eu traço nossa fuga e você traz o “sim, eu topo!”, não precisamos ir para longe, e nem desaparecer pra sempre, só precisamos de algumas horas ou dias. Nossa diversão é comum aos olhos terceiros, mas completamente inédita para nós mesmos. Temos tanto a viver, tanto a aprender. Juntos. Eu, você e o tempo: o ménage perfeito.
Cara, como eu me importo, me preocupo e cuido de ti sem que tu perceba. Até os teus amigos já notaram isso, acho que até a tua mãe. Minhas amigas já estão cansadas de ouvir teu nome, mas sempre que falo sobre nós elas ficam com os olhinhos brilhando, suspiram, me chamam de sortuda e sorriem desejando que essa união dure eternamente. Nós somos lindos, amor.  E pode anotar aí: um dia a nossa história será lida por outros corações apaixonados. Vou te eternizar nos meus parágrafos.

Como é bom sentir medo de amar alguém intensamente; de pegar na mão e ir sem saber aonde irá chegar. Confiar. Essa sensação de queda livre é assustadora, e mesmo assim, se jogar desse precipício é algo mágico. Eu sou bem “pé no chão”, mas adoro voar de vez em quando, principalmente por causa de você, ou com você.

Eu te amo.

IV

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